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Ter o próprio negócio é caminho para melhorar de vida para 43,3% dos brasileiros

há 37 minutos
2 min de leitura

Pesquisa Meio/Ideia revela a importância do empreendedorismo nas expectativas de ascensão social e levanta a discussão sobre crédito, capacitação e condições para manter uma empresa



Ter o próprio negócio ou trabalhar por conta própria é sinônimo de melhorar de vida para 43,3% dos entrevistados pela pesquisa Meio/Ideia, divulgada em 21 de outubro. Outros 32% associam a ascensão social ao emprego com carteira assinada e aos direitos trabalhistas.


Realizado entre 15 e 19 de outubro, com 1.500 pessoas, o levantamento mostra o espaço que o empreendedorismo ocupa nos planos de melhoria de vida dos brasileiros. Isso não significa, necessariamente, que todos os entrevistados que valorizam o trabalho por conta própria pretendam abrir uma empresa.


Na prática, transformar essa expectativa em renda exige mais do que disposição para empreender. É preciso ter recursos para começar, conhecer o mercado, conquistar clientes e administrar despesas. Sem planejamento e capital de giro, mesmo um negócio com potencial pode enfrentar dificuldades para se manter.


O que ajuda uma empresa a se manter no mercado


O acesso ao crédito é um dos desafios de quem empreende, especialmente entre os pequenos negócios. Juros elevados e exigências para conseguir financiamento podem limitar investimentos em estoque, equipamentos e expansão. A burocracia e a falta de conhecimento em gestão também dificultam a rotina de quem precisa cuidar das vendas e das finanças ao mesmo tempo.


Ampliar o acesso ao financiamento, simplificar a formalização e oferecer capacitação em gestão são medidas que podem ajudar a reduzir essas barreiras e foi para isso que o CMEC, em parceria com o sistema CACB, criou a Rede Parlamentar Mista de Políticas Femininas. Para o empreendedor, controlar o fluxo de caixa, separar as despesas pessoais das empresariais e planejar os custos são práticas essenciais para evitar que o faturamento seja confundido com lucro.


Para o Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC) e o Instituto Liberdade para Empreender (ILPE), esse debate também envolve as condições de acesso das mulheres ao mercado. Crédito, formação e redes de relacionamento podem ajudar empreendedoras a conquistar clientes, ampliar sua atuação e desenvolver seus negócios.


A pesquisa mostra que o brasileiro associa o próprio negócio à possibilidade de melhorar de vida. Para que essa expectativa se concretize, é necessário facilitar o acesso aos recursos e ao conhecimento que ajudam uma empresa a sobreviver, crescer e gerar renda.

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