Como a Fast Escova transformou uma falta cotidiana em um negócio de mais de R$ 300 milhões
Em celebração ao Dia da Micro e Pequena Empresa neste 5 de outubro, data que marca o início do Mês do Empreendedor, o Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC) destaca trajetórias de sucesso que inspiram

Uma escova no cabelo sem precisar marcar hora. A ideia aparentemente simples que nasceu da observação de uma dificuldade comum na rotina de muitas mulheres, se tornou um caso milionário. encontrar um serviço de beleza rápido, acessível e que coubesse na agenda.
Foi a partir dessa necessidade de mulheres por serviços de beleza rápido, acessível e que coubesse na agenda, que as empresárias Michelle Wahdy e Márcia Queirós criaram, em 2018, a Fast Escova. O que começou como uma solução para um problema cotidiano se transformou em uma das maiores redes de beleza do país com faturamento passando dos R$ 300 milhões, em 2025, e reforço da sócia e advogada Ana Teresa Welerson.
De uma necessidade a uma rede nacional
Mas nem tudo sempre foram flores e lucro. No início, o desafio não era apenas colocar a ideia em prática, mas encontrar recursos para fazê-la acontecer. As fundadoras recorreram a empréstimos bancários e chegaram a vender bens pessoais para levantar o capital necessário para o negócio.
A aposta estava em um modelo diferente do tradicional: serviços de beleza sem hora marcada, com preços definidos e foco em agilidade. A proposta encontrou espaço entre os salões de bairro e os estabelecimentos de maior valor e ajudou a criar uma experiência baseada, principalmente, em conveniência.
O crescimento veio acompanhado de um modelo pensado para ser replicado. Em 2025, a Fast Escova ultrapassou R$ 300 milhões em faturamento e chegou a cerca de 400 unidades espalhadas pelo país, segundo dados divulgados pelo Diário do Comércio.
Mas a expansão trouxe novos desafios. Afinal, crescer uma rede de serviços significa também encontrar profissionais qualificados para acompanhar esse crescimento.
Crescer também é formar pessoas
Hoje, a operação reúne cerca de 5 mil colaboradoras, e a formação de profissionais passou a fazer parte da estratégia do grupo.
A empresa criou uma universidade corporativa e desenvolveu o EducaFast, programa voltado à capacitação gratuita e à entrada de novos profissionais no mercado de trabalho. A iniciativa ajuda a enfrentar um dos principais gargalos do setor de beleza: a falta de mão de obra qualificada.
A trajetória também levou a Fast Escova a ampliar sua atuação e construir um ecossistema de marcas voltado à beleza, à conveniência e à inovação nos serviços.
Mais do que a história de uma empresa que cresceu rapidamente, o caso mostra uma característica presente em muitas trajetórias empreendedoras: uma oportunidade pode surgir justamente de uma dificuldade que faz parte da vida cotidiana. O desafio está em enxergar essa lacuna, testar uma solução e criar uma estrutura capaz de fazê-la crescer.
Acompanhe o blog do CMEC ao longo da semana para conhecer outras trajetórias de mulheres que transformaram ideias em negócios.
Fonte: reportagem de Karina Lignelli, publicada originalmente no Diário do Comércio.


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