A Realidade das Mulheres Empreendedoras no Brasil
Atualizado: 28 de set.
Desigualdade nas Taxas de Juros
A presidente nacional do Conselho, Ana Claudia Badra Cotait, mostra a realidade das mulheres empreendedoras que enfrentam taxas de juros mais altas do que os homens.
O Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura, CMEC, discutiu um tema que revela um paradoxo da economia brasileira: as mulheres empreendedoras são, em média, mais adimplentes do que os homens. Isso significa que elas pagam suas contas melhor, mas ainda assim enfrentam taxas de juros mais altas ao acessar crédito.
De acordo com dados do SEBRAE (2025), as taxas de juros para mulheres que chefiam pequenos negócios atingiram 29,3% ao ano. Em comparação, os homens pagaram, em média, 20,3%. Esse sobrecusto é alarmante, especialmente considerando a maior responsabilidade financeira feminina. Um levantamento da Serasa Experian (2025) aponta que apenas 16% das empresas lideradas por mulheres estavam inadimplentes, contra 20% das geridas por homens. Na comparação anual, os juros chegam a ser 44% mais altos para elas.
A Voz das Mulheres na Mídia
Jornal Hoje - TV Globo
A presidente nacional do CMEC, Ana Claudia Badra Cotait, foi ouvida sobre o tema pela repórter Renata Ribeiro, da TV Globo, para o "Jornal Hoje". Ana Badra destacou que as mulheres “são mais estudiosas que os homens, pagam suas dívidas melhor que os homens e trabalham mais porque, muitas vezes, têm tripla ou até quádrupla jornada de trabalho”. Apesar disso, elas são sobretaxadas.
Confira a reportagem completa em: Jornal Hoje - TV Globo
Programa Brasil das Gerais
O programa "Brasil das Gerais", líder de audiência da emissora pública Rede Minas de Televisão, também discutiu o assunto. Em Minas Gerais, a mulher está à frente de 40% dos pequenos empreendimentos e ainda enfrenta dificuldades de acesso ao crédito. O programa, conduzido pela jornalista Patrícia Pinho, contou com a participação da contadora Gisele Gonçalves, da analista do Sebrae Minas, Islane Costa, e da doceira e empreendedora da cidade mineira de São Bartolomeu, Cerma Fortes. O economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Ulisses Ruiz de Gamboa, analisou as pesquisas SEBRAE e Serasa Experian. Ele explicou que as mulheres gestoras de pequenos negócios apresentam 20% a menos de inadimplência comparadas aos homens na mesma posição.

Ulisses explicou, ainda, que as mulheres são prejudicadas em duas frentes. Sob a ótica de quem compra, existe a chamada "pink tax", ou "taxa rosa". Essa taxa faz com que produtos destinados a mulheres sejam mais caros. Um exemplo é a lâmina de depilação na cor rosa ou camisetas com corte feminino. “No vestuário, por exemplo, a peça que tem versão masculina e feminina, esta última é mais cara, apesar de que a diferença de preços não se justificar pela diferença de custos. E com o crédito mais caro para elas, muitos empreendimentos liderados por mulheres não saem do papel", ressalta.
O Papel do CMEC
A presidente Ana Claudia explicou que o CMEC e Conselhos espalhados pelo Brasil atuam na formação de mulheres empreendedoras por meio de quatro pilares: liberdade financeira, gestão administrativa, capacitação – com qualificação técnica – e autoestima. “A maioria entrega a gestão de seu negócio a um homem. Estamos fazendo campanhas de conscientização para que a mulher entenda realmente o que é gerir um negócio. A mulher só consegue sair de uma situação de vulnerabilidade se empreender”, finaliza.

Veja o programa completo em: Brasil das Gerais
Discussões em Podcast
O tema já havia sido discutido este mês, na estreia do "Podcast do Associativismo do Diário do Comércio", sob a condução do jornalista Fernando Moreira.

Assista o podcast em: Podcast do Associativismo
Conclusão
A luta por igualdade no acesso ao crédito é apenas uma parte da jornada das mulheres empreendedoras. Precisamos continuar a discutir e a agir. O CMEC está aqui para apoiar cada uma de vocês. Vamos juntas transformar essa realidade!




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