CACB recebe representantes da Índia e de Moçambique para agenda sobre empreendedorismo feminino
- CMEC NACIONAL
- há 4 dias
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Cooperação internacional reforça formação e protagonismo de mulheres no ambiente empresarial

A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) recebeu representantes da Índia e de Moçambique para uma reunião dedicada ao fortalecimento do empreendedorismo feminino e à troca de experiências entre lideranças empresariais.
Participaram do encontro a presidente do Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), Ana Claudia Badra Cotait, a presidente do CMEC DF, Beatriz Guimarães, a representante da Índia e presidente da Câmara de Comércio e Indústria do Brics, Ruby Sinha, e a representante de Moçambique, Vitória Dias Diogo.
Hub nacional de empreendedorismo feminino
Durante a reunião, Ana Claudia apresentou a estrutura e a atuação do CMEC, hoje considerado o maior hub de empreendedorismo feminino no Brasil, ao atender mais de 100 mil mulheres em todo o país.
Segundo ela, o trabalho é pautado na união de forças, trazendo o empreendedorismo de outros países para o Brasil e levando o empreendedorismo brasileiro ao cenário internacional. O CMEC conta com mais de 950 conselhos distribuídos nos 26 estados e no Distrito Federal, com atuação direta na ponta para apoiar mulheres com crédito, capacitação, mentoria e gestão administrativo financeira, com o compromisso de não deixar ninguém para trás.

A presidente também destacou a criação do Instituto Liberdade para Empreender, para promover missões empresariais, capacitação e conexão com fundos de investimento interessados em aplicar recursos em negócios liderados por mulheres. “O foco está na formação e na continuidade de lideranças femininas, preparando mulheres líderes e oferecendo capacitação permanente para sustentar essa trajetória”, explica Ana Cláudia.
Realidades e desafios em Moçambique
Vitória Dias Diogo apresentou o cenário do empreendedorismo feminino em Moçambique, marcado por realidades distintas. “Nas grandes cidades, há maior acesso à tecnologia, informação e inovação. Já nas zonas rurais, uma maioria significativa de jovens e mulheres enfrenta limitações de acesso, o que exige políticas combinadas”, descreve.
Ela defendeu a ampliação de cooperação, intercâmbio e parcerias para impulsionar tanto a geração já exposta à inovação quanto aquelas que atuam em regiões com menos recursos tecnológicos. Entre os principais desafios apontados estão a mentoria, a capacitação e a formação para startups, além da transição do setor informal para o setor formal.
Liderança global e foco em STEM na Índia
Ruby Sinha ressaltou que a câmara desenvolve um programa global de liderança feminina considerado bem sucedido. Segundo ela, cerca de 20% dos empreendedores na Índia são mulheres, o que representa aproximadamente 27 milhões de indianas à frente de seus próprios negócios.
A representante ressaltou ainda a forte ênfase da Índia na formação em STEM, sigla para ciência, tecnologia, engenharia e matemática. “Mesmo que nem todas sigam carreira nessas áreas, a base educacional é estratégica”, reforçou. Ela apontou a importância de promover a mudança de mentalidade das meninas para ampliar a presença em áreas científicas e tecnológicas.
Ruby também afirmou que a Índia está avançando como capital mundial da programação para um polo voltado à inteligência artificial, tecnologias do futuro e manufatura, que são portas de entrada para o mercado de trabalho.
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