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Deputadas, senadoras e empresárias articulam Rede suprapartidária em São Paulo

há 2 dias
2 min de leitura

Iniciativa do Sistema CACB/CMEC reúne parlamentares e lideranças empresariais em torno de projetos sobre crédito, empreendedorismo e proteção patrimonial das mulheres

 

Foto: Kiko Freitas
Foto: Kiko Freitas

São Paulo, 13 de setembro – O Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), lançou nesta terça-feira (13), no Clube Monte Líbano em São Paulo, a Rede Parlamentar Mista de Políticas Femininas. A iniciativa busca articular parlamentares de diferentes partidos e lideranças empresariais para avançar em propostas voltadas à autonomia econômica e à proteção das mulheres.


“A Rede Parlamentar Mista de Políticas Femininas tem o objetivo claro de transformar as demandas das mulheres em políticas públicas e acompanhar os projetos no Congresso até que gerem resultados concretos. Afinal, um negócio protegido tem mais condições de crescer, gerar renda e criar empregos, fortalecendo a autonomia feminina e o desenvolvimento do país”, afirmou Ana Cláudia Badra Cotait, presidente do CMEC.


Foto: Kiko Freitas
Foto: Kiko Freitas

A agenda da Rede prioriza três projetos de lei. O PL 2.632/2026, da deputada federal Soraya Santos (PL-RJ), institui uma política nacional de autonomia econômica, empreendedorismo e inserção produtiva de mulheres. O PL 674/2022, de autoria da senadora Eliziane Gama (PT-MA), propõe a criação do Fundo de Amparo ao Emprego, Qualificação e Empreendedorismo da Mulher (FEE-Mulher). Já o PL 4.248/2025 prevê medidas para combater crimes patrimoniais cometidos no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. A proposta é de autoria do deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC) e tem como relatora a deputada Delegada Adriana Accorsi (PT-GO).


Com apoio do Fórum Nacional da Mulher Empresária e da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a iniciativa pretende aproximar representantes do Congresso e lideranças dos setores de comércio, indústria e agronegócio. A mobilização ocorre após as eleições de 2026, que elevaram a representação feminina no Congresso. A partir de 2027, a Câmara dos Deputados contará com 109 mulheres, o equivalente a 21,2% das cadeiras, enquanto o Senado terá 18 senadoras.


“Essa Rede Parlamentar não é apenas simbólica; ela é uma ferramenta real de transformação social. Como senadora eleita pelo Estado de Goiás, reafirmo meu compromisso de atuar no Congresso Nacional como parceira firme na defesa e proteção das mulheres. As mulheres têm o direito de ocupar o lugar que desejarem e ser de fato respeitadas por isso”, enfatizou a senadora eleita Gracinha Caiado (União Brasil-GO).


Foto: Kiko Freitas
Foto: Kiko Freitas

Para o líder do Associativismo, Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o novo cenário abre espaço para ampliar a participação feminina nas decisões políticas. “Eu acredito profundamente nesta onda feminina prevista para 2027. Essa Rede Parlamentar surge para organizar e transformar a realidade das mulheres que empreendem”, afirmou Cotait.


Também participaram do lançamento as deputadas Adriana Ventura (Novo-SP), Rosana Valle (PL-SP), Júlia Nunes (PSD-AL), Priscila Costa (PL-CE), Valéria Bolsonaro (PL-SP), Paula Belmonte (PSDB-DF) e Coronel Fernanda (PL-MT), além de presidentes e representantes de conselhos estaduais e regionais do CMEC.

Bel Mendes, diretora do CMEC Minas Gerais e presidente do Federaminas Mulher, destacou a importância da mobilização empresarial. “A força da nossa união é o combustível para superar desafios, conquistar nosso espaço na economia e fazer o país prosperar”, afirmou.


Senadora Gracinha Caiado. Foto: Edu Guimarães
Senadora Gracinha Caiado. Foto: Edu Guimarães

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